O projeto


1-      INTRODUÇÃO

Desde o século passado, assim como também na atualidade torna-se mais presente, dentro e fora da escola, um discurso de valorização da leitura. Contraditoriamente, também é comum um discurso que declara a sua ausência. Comecemos, então elucidando essa contradição. A expressão “é preciso ler” faz parte do dia a dia da escola e é uma reivindicação da nossa sociedade; paralelamente, afirma-se constantemente que o aluno não gosta de ler, que o brasileiro não lê e, em decorrência, não possui uma visão crítica do mundo que o cerca. Ler passou a ser um imperativo dos nossos tempos do qual não podemos fugir. Ou seja, parece que não podemos não ler.
Mas o que é ler? O que lemos? Qual o objetivo da leitura e para que lemos? Apesar de essas serem perguntas excessivamente repetidas, precisamos voltar a elas. Isso talvez porque a resposta não seja tão óbvia quanto, em geral, supõe o senso comum.
Por ser aluno do curso de pós-graduação em lingüística da Universidade Federal da Paraíba, percebe-se que o é abordado nos parágrafos acima é visto nessa instituição (UFPB), ou seja, um grande número de alunos com dificuldade de composição de textos ou mesmo em relação à leitura de simples composições textuais.
 Observa-se uma debilidade de leitura em todos os níveis de ensino. O problema é ainda mais acentuado nas bordas sociais em especial nas escolas públicas. Entretanto, percebe-se nas escolas públicas municipais de João Pessoa um aparato estrutural que favorece o incentivo à prática da leitura, como bibliotecas (dotadas de obras de destaque no campo literário), salas de leitura, laboratórios de informática (com acesso à bibliotecas virtuais), contudo falta um estímulo primário que levem os alunos a tomar uma atitude positiva em relação à leitura e produção de textos literários.
 Sabe-se que o “gosto” pela leitura ou mesmo a produção de textos nasce por meio de estímulos na juventude. Machado de Assis, em Memórias Póstumas de Brás Cubas, descreve que “a criança é pai do homem”, algo que corrobora com a com a ideia de que o hábito, as ações cultivadas na juventude reflete na vida adulta do sujeito, ou seja, se os alunos na tenra idade forem influenciados a ler e produzir textos, isso irá refletir em sua vida adulta.
Dessa forma, a oficina intitulada: Ler/Escrever: reescrevendo o futuro, que será aplicada no bairro do Grotão, precisamente na Escola Municipal de Ensino Fundamental Tharcilla Barbosa da Franca tem como objetivo criar nos alunos dessa comunidade um hábito de leitura e produção de textos, a partir da leitura de textos literários. Além disso, desenvolver nesses jovens cidadãos um senso crítico e uma visão positiva em relação à leitura e produção de texto, ou seja, a arte.

2-      OBJETIVOS
2.1- Objetivo Geral
Desenvolver nos participantes da oficina Ler/Escrever: reescrevendo o futuro, o habito de “ler” e “escrever” textos de diversos gêneros literários, objetivando a criação de sujeitos críticos em relação ao que lêem ou escrevem.

2.2- Objetivos Específicos
·         Ler textos de diversos gêneros literários;
·         Remover dos participantes a ideia de que um texto é somente uma historinha, ou seja, ampliar a mentalidade dos participantes para a pluralidade de gêneros literários;
·         Visualizar a estrutura (forma) desses diversos gêneros literários;
·         Conceber textos dos diversos gêneros;
·         Ler e interpretar textos;
·         Escrever um livro de memórias, ou seja, a partir do que foi concebido pelos participantes.



3-      PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Os procedimentos metodológicos que serão utilizados nessa oficina atentam para os seguintes pontos:
- Disponibilizar aos alunos uma série de textos – referente aos diversos gêneros literários – possibilitando aos alunos escolher a seqüência de textos que serão vistos no decorrer das semanas de oficina. Após o que, iniciaremos o processo de leitura desses textos. Esses textos versarão uma série de gêneros literários, tais como:
Folheto de cordel;
Conto;
Poesia;
Música;
Romance;
Texto dramático, entre outros.
A partir da leitura desses textos, a ideia de que ler está ligado à simples histórias é dissolvida, pois com a apresentação dessa gama de textos, uma nova concepção de leitura é criada, uma vez que os participantes estarão manuseando, lendo, observando a forma como são concebidos os diversos tipos de textos.
A cada duas semanas, estaremos lendo um texto referente a um gênero literário. Após a apresentação do gênero literário, apresentação essa de forma lúdica ou mesmo performática, os participantes deverão conceber textos de acordo com o gênero lido. Após a concepção dos textos, leremos o que foi produzido, pois dessa forma, o leitor torna-se autor.
Durante o período de leituras, produção e interpretação dos textos, selecionaremos alguns textos dos diversos gêneros produzidos, observando a qualidade dos mesmos, pois no final da oficina, vislumbramos a publicação do que foi concebido durante os seis meses de oficina.

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